esta semana, respondendo a um post que se posicionava contra a regulamentação profissional no blog designbr, fiz uma série de considerações a respeito, complementando o que o professor freddy van camp já falara a respeito (ver links no final deste post)
bem, começando pelas comparações – em geral muito difíceis – entre países, e só para citar alguns exemplos (afinal, sempre se citam exemplos de países aonde a profissão não é regulamentada…): finlândia, estados unidos, reino unido, tem organismos reguladores da profissão estabelecidos ainda no século dezenove. conselhos nacionais e outros tipos de associações profissionais trabalharam junto aos governos e à sociedade por mais de um século nestes países, estabelecendo uma cultura de design da qual estamos, infelizmente, muito distantes. na finlândia, com uma população de pouco mais de cinco milhões de habitantes, apenas quatro associações profissionais reúnem quase cinco mil associados – isso equivaleria a termos no brasil 200 mil associados às diversas associações de classe existentes no país. e no entanto tenho motivos para acreditar que as nossas associações não chegam a somar três mil associados em todo o brasil hoje!
muitos criticam as associações existentes, e nos comentários do tal post chegou-se a falar em “fracasso” na atuação da adg. ora, eu não consigo avaliar assim uma entidade que promove um evento da magnitude da bienal de design gráfico, que tem cumprido o importante e fundamental papel de mostrar à sociedade brasileira o que é design, e o que é design de qualidade! estabelecer tal patamar é fundamental para a evolução do design no país. afinal, se esperamos que a sociedade vá consumir design de qualidade, ela precisa saber o que é design de qualidade, não é mesmo? e pelo que eu saiba, um dos maiores problemas da adg é a inadimplência – e não há associação profissional que resista a esse mal. parece que a atitude de alguns profissionais muitas vezes tem sido: não gosto de fulano ou de beltrano, não fizeram o que eu queria, então vou sair da associação, vou deixar de pagar a anuidade. as pessoas que dirigem essas entidades tem sido, historicamente, voluntários e abnegados, que conseguem fazer sobreviver as instituições com esforços heróicos e sacrifícios pessoais para promover atividades que beneficiam a todos, inclusive aos não-associados.
acho que todos concordam que não há como avançar sem algum tipo de atuação coletiva, não é mesmo? e porque tornar vilões genericamente os conselhos e apontar as associações como soluções? ambos não são formados pelos profissionais da área? será que devemos eliminar o congresso nacional ou a classe política porque nós a percebemos como dominada pela corrupção? e qual seria a opção? a tirania? o que eu tenho visto funcionar melhor em alguns países do que no brasil é a participação – fruto da cidadania, cuja percepção parece que nos falta às vezes. e não estou querendo dizer que neste ou naquele país a situação seja exemplar ou ideal, pois isso não existe, todos tem problemas e diferentes estágios de evolução no uso do design como ferramenta estratégica de desenvolvimento. mas somos nós os responsáveis por fazer as nossas representações profissionais (ou políticas) darem certo. não posso acusar uma associação profissional ou conselho pela falta de atuação, pois eu também sou responsável por ela, e se faltam ações, essa falha não é apenas de seus diretores, mas é compartilhada pelos associados.
temos que compreender que o gigantismo e a complexidade do estado brasileiro estabeleceram outros mecanismos, que passam pela excessiva regulamentação profissional, diferente de outros países. há um excesso na regulamentação de profissões. mas por isso mesmo não podemos prescindir de ter nossa profissão reconhecida e regulamentada, sob pena de termos a atuação restrita pela legislação que privilegia profissionais regulamentados e limitada pelos setores profissionais que nos tangenciam.
outro ponto: qual é a medida da contribuição do design para a economia de um país? fala-se muito disso, mas como se podem estabelecer mecanismos de avaliação efetivos? no brasil, o ministério da fazenda tem dados atualizados anualmente para os setores regulados, e pode assim dimensionar a sua evolução ao longo dos anos, apenas fazendo uso do código fiscal e da receita correspondente. e isso decorre de uma clara definição da atuação profissional através da sua regulamentação. existem outras maneiras para fazê-lo? certamente, mas ser a exceção à regra é muito mais complicado do que jogar pelas mesmas regras que se aplicam a todos os outros.
um argumento utilizado com frequência diz que a regulamentação nivelaria os preços por cima, ou tornaria os preços de um projeto de design inatingíveis para o “seu zé da venda”. acontece que no brasil ele geralmente investe muito em outras áreas para alavancar o seu negócio – seja em maquinário e outros insumos, ou na ampliação da oficina, da fábrica ou da sua “venda”, que logo se torna mercadinho, e daí a pouco supermercado. mas não sabe que o design pode estabelecer um diferencial para a marca da sua “venda”. como será o que o “seu zé da venda” fica sabendo que esse tal de design pode ajudá-lo? pela presença do design na mídia garantida por eventos da qualidade da bienal de design gráfico, pelas informações e pelo apoio do sebrae, pelo cartão do bndes que agora financia design. mas este continua sendo um problema no mundo inteiro: como ensinar a contratar design? porque contratar um mau designer estraga todo o esforço feito para mostrar ao “seu zé da venda” a importância do design para o crescimento da sua venda. no reino unido, essa é uma das preocupações do design council, que tem programas específicos sobre como contratar um designer para desenvolver o seu projeto, geralmente focados nas pequenas empresas. e essa preocupação existe também em todos os outros países aonde se pretende ordenar e valorizar o trabalho de design. eu mesmo já ouvi depoimentos de micro-empresários sobre o quanto o design contribuiu para o crescimento das suas empresas, assim como, quando tinha a minha empresa de design no rio de janeiro, já negociei formas de pagamento adequadas ao tamanho da empresa, ou até mesmo a troca de serviços – o bom e velho escambo – que está na origem do sistema econômico de trocas comerciais, antes mesmo do surgimento da moeda.
enfim, não existe outra saída: precisamos nos organizar, nos associar, reforçar muito as associações existentes – e o fórum brasil design, que reuniu já na sua criação praticamente todas as entidades associativas da área de design no brasil inteiro – e apoiar sim, a regulamentação. ela certamente trará benefícios para todos, e principalmente para o usuário de design, que terá a quem recorrer para se instruir sobre como contratar corretamente um profissional de design que possa atender às suas expectativas.
(aqui está o post no designbr que originou este texto; não deixe de ver também este texto do professor freddy van camp sobre o assunto e esta apresentação preparada para a adegraf pelo professor felipe lopes, da unb)
ps: acrescento o link para o texto do mauro pinheiro, um dos melhores que já li sobre o assunto, e bom demais para estar apenas entre os comentários...
terça-feira, 16 de março de 2010
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
descobrindo o design
só para comprovar que nós temos que olhar para a frente e acreditar sempre: hoje, um dia depois do dia do designer, recebi a notícia da realização, na semana que vem, do evento descobrindo o design.
promovido por estudantes de design da unip, o evento será realizado no auditório da universidade paulista, na cidade universitária (são paulo), durante a 3ª secom - semana de comunicação digital - do dia 9 ao dia 12 de novembro. serão oito palestras (duas por dia) abertas ao público, começando sempre às 19:30hs.
pode ser simples, pequeno, despretensioso, mas mostra a garra e a vontade de levar adiante os ideais e interesses dos designers. vamos apoiar e estimular a realização (e o aprimoramento) de mais eventos como esse, pois os estudantes tem o fôlego e o tempo que muitas vezes nós, profissionais atuando no mercado, gostaríamos de ter mas já não temos mais.
maiores informações podem ser obtidas no site do evento.
_
falando sobre o evento da unip, eu não poderia deixar de mencionar o "design através do espelho", que os alunos da esdi brilhantemente produziram em setembro do ano passado, e que por não ter assistido (eu estava viajando na ocasião) acabei não comentando aqui. mas o registro das palestras está aqui. foi frustrante para mim não poder participar! e está na hora de fazer outro, não é mesmo?
promovido por estudantes de design da unip, o evento será realizado no auditório da universidade paulista, na cidade universitária (são paulo), durante a 3ª secom - semana de comunicação digital - do dia 9 ao dia 12 de novembro. serão oito palestras (duas por dia) abertas ao público, começando sempre às 19:30hs.
pode ser simples, pequeno, despretensioso, mas mostra a garra e a vontade de levar adiante os ideais e interesses dos designers. vamos apoiar e estimular a realização (e o aprimoramento) de mais eventos como esse, pois os estudantes tem o fôlego e o tempo que muitas vezes nós, profissionais atuando no mercado, gostaríamos de ter mas já não temos mais.
maiores informações podem ser obtidas no site do evento.
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falando sobre o evento da unip, eu não poderia deixar de mencionar o "design através do espelho", que os alunos da esdi brilhantemente produziram em setembro do ano passado, e que por não ter assistido (eu estava viajando na ocasião) acabei não comentando aqui. mas o registro das palestras está aqui. foi frustrante para mim não poder participar! e está na hora de fazer outro, não é mesmo?
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
5 de novembro, dia do designer
no brasil, comemoramos hoje o dia do designer*, no meio da segunda edição da brazil design week - um grande evento promovido pela abedesign para fechar um ano difícil, que espero que tenha preparado o terreno para um grande ano para o design brasileiro em 2010. (merece uma retrospectiva no final do ano)
achei que essa era uma boa oportunidade para voltar a alimentar este blog, ainda que seja com promessas de postar mais de agora em diante...
já instalado na inglaterra, estou começando meu doutorado em políticas de design no c4d - centre for creative competitive design da cranfield university. e daqui espero poder compartilhar pelo menos um pouco daquilo que tenho vivido - como a inauguração da mostra le beau, l'utile, le design - observeur du design 10 em paris, no último dia 22, ou o seminário managing as designing: what next? na said business school, em oxford, na semana passada (dia 30), ou ainda a verdadeira garimpagem de boas fontes, livros e documentos interessantes que faz parte do início da pesquisa.
enquanto isso em shangai, ali do outro lado, meu amigo bruno porto comemora hoje a ida para o congresso do icograda, em beijing, da 9ª bienal brasileira de design gráfico, após o grande sucesso alcançado na shanghai international creative industry week 2009 (que pode ser conferido no seu blog loto azul).
muita coisa para comentar, quase não sei por onde começar - mas me parece uma boa idéia começar por cumprir minhas tarefas da semana no doutorado, e aí então voltar a escrever...
_
*para quem não sabe, o dia do designer foi instituido por decreto presidencial em 1998, na data de aniversário de aloisio magalhães, um dos pioneiros do design brasileiro e que fez muito para estabelecer, dentro do governo federal, principios de uma política pública para o setor.
achei que essa era uma boa oportunidade para voltar a alimentar este blog, ainda que seja com promessas de postar mais de agora em diante...
já instalado na inglaterra, estou começando meu doutorado em políticas de design no c4d - centre for creative competitive design da cranfield university. e daqui espero poder compartilhar pelo menos um pouco daquilo que tenho vivido - como a inauguração da mostra le beau, l'utile, le design - observeur du design 10 em paris, no último dia 22, ou o seminário managing as designing: what next? na said business school, em oxford, na semana passada (dia 30), ou ainda a verdadeira garimpagem de boas fontes, livros e documentos interessantes que faz parte do início da pesquisa.
enquanto isso em shangai, ali do outro lado, meu amigo bruno porto comemora hoje a ida para o congresso do icograda, em beijing, da 9ª bienal brasileira de design gráfico, após o grande sucesso alcançado na shanghai international creative industry week 2009 (que pode ser conferido no seu blog loto azul).
muita coisa para comentar, quase não sei por onde começar - mas me parece uma boa idéia começar por cumprir minhas tarefas da semana no doutorado, e aí então voltar a escrever...
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*para quem não sabe, o dia do designer foi instituido por decreto presidencial em 1998, na data de aniversário de aloisio magalhães, um dos pioneiros do design brasileiro e que fez muito para estabelecer, dentro do governo federal, principios de uma política pública para o setor.
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eventos
quarta-feira, 22 de abril de 2009
27 de abril: dia mundial do design gráfico

ok, já que publiquei abaixo sobre o dia mundial do design industrial, agora vocês ficam sabendo que 27 de abril é o dia mundial do design gráfico, celebrado desde 1995 a partir de uma iniciativa do conselho internacional das associações de design gráfico.
acompanhe a programação deste ano pelo informativo icograda enews ou através do site do icograda.
(o poster acima, reproduzido a partir do site do icograda, é da designer liliana sánchez vallejos)
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eventos
sábado, 18 de abril de 2009
arc design faz a festa do top xxi em sp

veja aqui as fotos da festa da premiação top xxi do design brasileiro, promovida pela revista arc design na sede do instituto europeu de design em são paulo na noite de 16 de abril.
noite de festa, de destaque para o setor de design no brasil inteiro. um excelente coquetel, exposição, animação, reencontros diversos. e o troféu criado pelos irmãos campana agraciando ilse lang, priscila callegari, índio da costa, isay weinfeld, grandene, sebrae, zanini de zanine, questto design e muitos outros merecidos vencedores e orgulhosos finalistas.
faltam outras premiações como essa, que destaca o bom produto, a qualidade e a inovação, consagrando o design brasileiro.
parabéns à maria helena estrada e ao time da revista arc design. queremos mais.
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eventos
domingo, 12 de abril de 2009
rio+design para o mundo ver

e por falar em revista veja, a veja-rio publica esta semana matéria sobre a mostra rio+design milano, que inaugura no dia 21 e fica até o dia 27 de abril no palazzo affari ai giureconsulti, em milão, durante o período em que ocorre o 48° salone internazionale del mobile naquela cidade italiana.
a mostra, promovida pela secretaria de desenvolvimento do estado do rio de janeiro e apoiada pelo sebrae-rj e pela tam, reúne um bom número dos melhores designers cariocas, tentando dar um panorama abrangente da produção atual. as peças foram selecionadas por mim e por freddy van camp, e o projeto da exposição é do escritório índio da costa.
confira a matéria "para o mundo ver" no site da revista. e, se você for um dos 200.000 visitantes que irão à feira este ano, não deixe de prestigiar o design carioca, ali bem pertinho da piazza del duomo...
e em setembro tem rio+design 2009 por aqui também, com muitas atrações – aguardem!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
design nos arquivos da revista veja

ontem recebi uma informação, que já não é tão nova assim, sobre o acervo online da revista veja, que está no ar completo, desde o número um publicado em setembro de 1968. o site que dá acesso à esse incrível acervo foi lançado pela editora abril em dezembro de 2008, e merece uma visita (ou melhor: muitas visitas!).
dentre as muitas coisas que lá se pode pescar, selecionei três notícias sobre design (retiradas das edições cujas capas aparecem acima), que em tempos de tanto planejamento de eventos e políticas de design, vale a pena ver de novo...
o artigo "o desenho é tudo" diz respeito à primeira (primeira mesmo, diferente de todas as outras primeiras que vieram depois) bienal de desenho industrial, que aconteceu no museu de arte moderna do rio de janeiro em 1968. no texto o design é definido como a "ciência do planejamento ou da criação de objetos fabricados em série através da interação forma/função". muita gente gostaria de acrescentar outros tantos aspectos nesta interação, mas será que a simplicidade da dialética entre forma e função não pode ser entendida como suficientemente inclusiva? aspectos ergonômicos, sensoriais, mercadológicos, simbólicos, não podem ser enxergados na síntese forma/função?
o segundo, "beleza vende bem", que fala da abertura da segunda bienal de desenho industrial, em 1970, começa ácido e corrosivo: "o bom produto industrial pode vender melhor se for apresentado de forma racional? para 90% dos industriais brasileiros, não. segundo eles, o desenho industrial – a apresentação que alia de forma ideal beleza e funcionalidade – não tem importância." demorou bastante, mas parece que essa situação está mudando, não é mesmo? ou não?
por último, "um padrão estrangeiro", matéria publicada em 1979, quando do lançamento do núcleo de desenho industrial da ciesp, o centro das indústrias do estado de são paulo. a matéria, que descreve a exposição de obras da coleção de design do moma, destaca em box os talheres de camping desenhados por bornancini e petzold para a hércules. e termina anunciando uma exposição que eu produzi com alguns colegas no meu primeiro ano da esdi, reunindo trabalhos também do curso de desenho industrial da ufrj: "da natureza ao produto".
essa exposição, que em janeiro de 1980 foi remontada no parque laje, junto com outros trabalhos dos estudantes da puc-rj e chamando-se "da natureza ao produto - do produto à natureza", hoje seria classificada dentro da categoria "design sustentável". e foi também minha primeira ação política na área do design, visando integrar as ações das três escolas existentes na cidade nos anos setenta, e chamar atenção para questões que começavam a entrar na pauta mundial de discussões: a ecologia, os problemas relacionados ao meio ambiente, a necessidade de dar suporte às atividades de pequenos agricultores. tudo isso com o apoio de dois mestres que mobilizavam os estudantes pelas causas sociais do design: roberto verschleisser e josé luiz ripper.
(assim que eu localizar o convite, cartaz e mais informações sobre esta exposição vou complementar esse post.)
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documentos,
imprensa
design brasileiro hoje

a exposição design brasileiro hoje: fronteiras, inaugurada no dia 07 de abril no museu de arte moderna de são paulo, apresenta um recorte bastante expressivo do design contemporâneo brasileiro, com curadoria de adélia borges. noventa e cinco designers tem seus trabalhos na mostra, que também pode ser vista virtualmente no excelente site desenvolvido pela tecnopop.
vale conferir ao vivo e online.

bem, e como eu disse que valia a pena conferir ao vivo, aqui vão algumas imagens da mostra, que fui conferir no dia 16 de abril, junto com a curadora adélia borges.
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eventos
quarta-feira, 25 de março de 2009
é por isso que eu digo que o rio é mais design...
ultimamente não paro de me surpreender, constatando que estamos finalmente começando a viver a era do design no brasil.
hoje tomei parte de uma reunião articulada pela secretaria de cultura do município do rio de janeiro, presidida pela secretária jandira feghali, com a subsecretária de artes visuais cláudia zarvos (designer formada pela esdi) e o subsecretário washington fajardo, responsável pelo patrimônio, intervenções urbanas, arquitetura e design – uma subsecretaria de nome panfletário, segundo washington, ou consistente com o seu propósito, segundo jandira.
entre os mais de trinta representantes do setor de design carioca presentes, um mix perfeito: do sérgio rodrigues ao oscar metsavaht, da esdi e puc à coopa-roca e daspu, do andré stolarski da tecnopop ao rafael rodrigues da pvdi e o nobu do oestúdio, do rafael cardoso, historiador, à ana luisa escorel, bitiz afflalo, claudia moreira salles, joão de souza leite. estavam todos lá, e muita gente mais.
antes de mais nada, parabéns à secretaria de cultura pelo encontro organizado de forma competente. e muito obrigado por ter sido convidado – e ouvido.
hoje tomei parte de uma reunião articulada pela secretaria de cultura do município do rio de janeiro, presidida pela secretária jandira feghali, com a subsecretária de artes visuais cláudia zarvos (designer formada pela esdi) e o subsecretário washington fajardo, responsável pelo patrimônio, intervenções urbanas, arquitetura e design – uma subsecretaria de nome panfletário, segundo washington, ou consistente com o seu propósito, segundo jandira.
entre os mais de trinta representantes do setor de design carioca presentes, um mix perfeito: do sérgio rodrigues ao oscar metsavaht, da esdi e puc à coopa-roca e daspu, do andré stolarski da tecnopop ao rafael rodrigues da pvdi e o nobu do oestúdio, do rafael cardoso, historiador, à ana luisa escorel, bitiz afflalo, claudia moreira salles, joão de souza leite. estavam todos lá, e muita gente mais.
antes de mais nada, parabéns à secretaria de cultura pelo encontro organizado de forma competente. e muito obrigado por ter sido convidado – e ouvido.
o entusiasmo de todos era tão grande, que a reunião terminou mais de duas horas depois do previsto, sem que quase ninguém saísse antes, e ainda se estendeu num almoço de alguns remanecentes com a secretária. todos cheios de idéias e de vontade de acreditar mais uma vez, e de colaborar também, com a proposta apresentada de um centro de referência de design, que lide com presente, passado e futuro, que ajude a reunir e a planejar, com o objetivo de criar uma agenda pública para o setor, de definir o papel no design na reconstrução da cidade e da autoestima do carioca. criando, segundo disse rodolfo capeto, diretor da esdi, uma política de design de estado, de caráter mais perene, e não de governo, que é transitório.
isso no mesmo momento em que no grupo consultivo de design da secretaria de desenvolvimento do estado do rio de janeiro se delineia a rio+design 2009 (e a rio+design milão, que acontecerá em abril durante a feira do móvel), em que o fórum brasil design debuta com o manifesto por um design brasileiro, além de tantas outras coisas que ainda é cedo para listar por aqui (mas que em breve marcarão presença no panorama do design do rio de janeiro)...
isso no mesmo momento em que no grupo consultivo de design da secretaria de desenvolvimento do estado do rio de janeiro se delineia a rio+design 2009 (e a rio+design milão, que acontecerá em abril durante a feira do móvel), em que o fórum brasil design debuta com o manifesto por um design brasileiro, além de tantas outras coisas que ainda é cedo para listar por aqui (mas que em breve marcarão presença no panorama do design do rio de janeiro)...
parece bom demais para ser verdade.
mas juro para vocês: é tudo verdade !
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eventos,
instituições governamentais
quarta-feira, 4 de março de 2009
manifesto por um design brasileiro
é com grande honra e orgulho que divulgo, conforme prometido desde novembro passado, o manifesto que assinala a criação do fórum brasil design. que todos possamos fazer o que nos cabe para tornar os ideais deste fórum uma realidade!
"manifesto por um design brasileiro
em setembro de 2008, durante a realização da primeira brazil design week no museu de arte moderna do rio de janeiro, foram discutidos assuntos da maior importância para a cena atual do design brasileiro, e conclamou-se a realização de um encontro das associações nacionais e regionais de design para, junto com outras entidades de promoção da área, discutir-se uma pauta comum de atuação nacional que visasse o reconhecimento e o crescimento ordenado da atividade no país.
esta conclamação resultou no encontro promovido pelo centro design rio na sede do instituto nacional de tecnologia no rio de janeiro, em 28 de novembro de 2008, onde representantes da abedesign, adp, adg brasil, apdesign-rs, adegraf-df, centro design rio e outros convidados (firjan, secretaria de desenvolvimento do estado do rj, esdi), propuseram a criação de um fórum de discussão permanente e de representação conjunta de todas as entidades associativas ligadas ao design no país, sempre que isso se fizer necessário, no encaminhamento de questões com o poder público e com a sociedade.
foi criado então o fórum brasil design, que se propõe a congregar e representar todas as associações profissionais e acadêmicas da área, além dos centros de promoção de design do pais. esse fórum tem por principal objetivo a defesa dos interesses e o crescimento do design brasileiro, seja regional, nacional ou internacionalmente, agindo como principal representante da categoria, com apresentação e voz única no encaminhamento e defesa de suas pautas maiores.
o fórum mantém a identidade e independência de cada um de seus componentes, ajudando-os na sua organização, estimulando o seu crescimento e fortalecimento junto à comunidade de designers e à sociedade brasileira. por sua vez, seus componentes se comprometem a seguir e apoiar com todos os recursos disponíveis este manifesto, a agenda e as metas do fórum.
o fórum brasil design lutará, entre outras coisas, pelo reconhecimento do design como ferramenta fundamental na construção de uma sociedade mais sustentável nos seus aspectos econômico, social, cultural e ambiental e, portanto, entendido, respeitado e fomentado por entidades governamentais, educacionais, federações, associações e outras entidades representativas.
o fórum brasil design terá como base da sua atuação os seguintes princípios:
por um design brasileiro ético.
por um design brasileiro identificado pela criatividade, qualidade e profissionalismo, produzido por designers qualificados, desenvolvendo de forma responsável objetos, sistemas, serviços e mensagens que atendam a requisitos estéticos, funcionais e comerciais.
por um design brasileiro social, econômica e ambientalmente sustentável, que atue na melhoria da qualidade de vida e do quadro social e ambiental, colocando-se um passo adiante das demandas atuais em benefício desta e das próximas gerações.
por um design brasileiro reconhecido pela sociedade como um elemento fundamental para o seu desenvolvimento, na construção de valores e no fortalecimento da imagem nacional através do uso efetivo do design nos negócios e no setor público.
porque o brasil precisa de design.
fórum brasil design
(veja aqui a versão em inglês do manifesto para divulgação internacional)
"manifesto por um design brasileiro
em setembro de 2008, durante a realização da primeira brazil design week no museu de arte moderna do rio de janeiro, foram discutidos assuntos da maior importância para a cena atual do design brasileiro, e conclamou-se a realização de um encontro das associações nacionais e regionais de design para, junto com outras entidades de promoção da área, discutir-se uma pauta comum de atuação nacional que visasse o reconhecimento e o crescimento ordenado da atividade no país.
esta conclamação resultou no encontro promovido pelo centro design rio na sede do instituto nacional de tecnologia no rio de janeiro, em 28 de novembro de 2008, onde representantes da abedesign, adp, adg brasil, apdesign-rs, adegraf-df, centro design rio e outros convidados (firjan, secretaria de desenvolvimento do estado do rj, esdi), propuseram a criação de um fórum de discussão permanente e de representação conjunta de todas as entidades associativas ligadas ao design no país, sempre que isso se fizer necessário, no encaminhamento de questões com o poder público e com a sociedade.
foi criado então o fórum brasil design, que se propõe a congregar e representar todas as associações profissionais e acadêmicas da área, além dos centros de promoção de design do pais. esse fórum tem por principal objetivo a defesa dos interesses e o crescimento do design brasileiro, seja regional, nacional ou internacionalmente, agindo como principal representante da categoria, com apresentação e voz única no encaminhamento e defesa de suas pautas maiores.
o fórum mantém a identidade e independência de cada um de seus componentes, ajudando-os na sua organização, estimulando o seu crescimento e fortalecimento junto à comunidade de designers e à sociedade brasileira. por sua vez, seus componentes se comprometem a seguir e apoiar com todos os recursos disponíveis este manifesto, a agenda e as metas do fórum.
o fórum brasil design lutará, entre outras coisas, pelo reconhecimento do design como ferramenta fundamental na construção de uma sociedade mais sustentável nos seus aspectos econômico, social, cultural e ambiental e, portanto, entendido, respeitado e fomentado por entidades governamentais, educacionais, federações, associações e outras entidades representativas.
o fórum brasil design terá como base da sua atuação os seguintes princípios:
por um design brasileiro ético.
por um design brasileiro identificado pela criatividade, qualidade e profissionalismo, produzido por designers qualificados, desenvolvendo de forma responsável objetos, sistemas, serviços e mensagens que atendam a requisitos estéticos, funcionais e comerciais.
por um design brasileiro social, econômica e ambientalmente sustentável, que atue na melhoria da qualidade de vida e do quadro social e ambiental, colocando-se um passo adiante das demandas atuais em benefício desta e das próximas gerações.
por um design brasileiro reconhecido pela sociedade como um elemento fundamental para o seu desenvolvimento, na construção de valores e no fortalecimento da imagem nacional através do uso efetivo do design nos negócios e no setor público.
porque o brasil precisa de design.
fórum brasil design
(veja aqui a versão em inglês do manifesto para divulgação internacional)
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documentos
terça-feira, 3 de março de 2009
29 de junho: dia mundial do design industrial

você sabia que 29 de junho é o dia mundial do design industrial?
a data, que faz referência ao aniversário do icsid (conselho internacional de sociedades de design industrial), foi estabelecida em 2008 para "enfatizar os méritos da profissão e o seu impacto sobre a qualidade de vida".
vamos nos integrar à comunidade internacional dos designers e promover eventos comemorativos da data? verifique a programação do ano passado e a previsão para este ano no website do icsid.
(o poster acima, reproduzido a partir do site do icsid, é de autoria do designer uwe loesch)
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eventos
segunda-feira, 2 de março de 2009
kidp - bom design é um bom negócio

"o século 21 tem sido chamado a era do design, onde o design é da máxima importância, a essência que impulsiona a inovação. o design tornou-se um elemento chave que permite a convivência sustentável e harmoniosa dos seres humanos no meio ambiente. o design korea será uma oportunidade para encontrar uma nova filosofia de design, a expansão de redes de contatos na indústria criativa, e para o intercâmbio de informações entre pessoas de todo o mundo. o design korea irá abrir caminho para um padrão mais elevado do design global."
criado em 1970 para "revolucionar as exportações coreanas", o kidp korea institute of industrial design promotion é um dos mais bem sucedidos e bem estruturados programas de design no mundo. sua sede ocupa os 47 mil metros quadrados de modernas instalações do edifício "new millenium ark", na cidade de sungnam, aonde se situam galerias e espaços de exposição, um museu de design, biblioteca, auditórios, centro de treinamento, área de incubação de empresas, além dos escritórios do kidp e ainda, no último andar, o designer's club.
entre as suas diversas atividades, destaca-se a promoção do evento design korea (texto de apresentação acima), a atribuição do selo good design, e ainda a promoção (desde 1966) da premiação/exposição nacional korea design exhibition.
veja abaixo o diagrama retirado do website com a visão do kidp de uma coréia orientada ao design. clique na imagem para ver o diagrama completo:

todo esse empenho do governo coreano tornou seul a capital mundial do design em 2010. o programa world design capital, do icsid, é um programa que a cada dois anos elege uma cidade que se identifique pelo uso efetivo do design no seu processo de renovação e na melhoria da qualidade de vida.

kidp - korea design center
170 tancheonuro, bundang-gu, seongnam city, gyeonggi-do
republic of korea, 463-954
tel +82-31-780-2157 (kim yeo-eun, international affairs team)
www.designdb.com/english
global@kidp.or.kr
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instituições governamentais
frança: agência para a promoção da criação industrial

criada em 1983 como uma iniciativa conjunta dos ministérios da cultura e da indústria, a apci tornou-se uma entidade privada em 1993, e desenvolve ferramentas e ações sobre os aspectos culturais, econômicos e sociais do design francês - tanto internamente quanto no exterior.
entre as suas diversas iniciativas, destaca-se a promoção anual da seleção de produtos, premiação e exposição observeur du design, que recebe, em média, 300 mil visitantes por ano na frança e no exterior (este ano a mostra deverá vir ao brasil pela primeira vez, como parte do evento rio+design 2009). a apci publica ainda bianualmente um guia do design francês, o panorama design france, e o informativo la chronique du design, e mantém em seu website as bases de dados dos projetos selecionados e premiados desde a primeira edição do observeur du design (atualmente em sua nona edição), além do european design directory, com informações sobres estúdios e agências de design, freelancers, escolas de design, organizações profissionais, consultores e empregadores de design em toda a europa. além disso, promove pesquisas, seminários, concursos, e diversas outras atividades de promoção e apoio ao design na frança e em outros países do mundo.
apci
24, rue du charolais
75012 paris france
tel: +33 1 4345 0450
www.apci.asso.fr
info@apci.asso.fr
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instituições governamentais
o design council e o cenário atual do design britânico

com a missão atribuída de "inspirar e permitir a melhor utilização do design, a fim de tornar o reino unido uma nação mais competitiva, criativa e sustentável", o design council, criado em 1944, tem realmente inspirado e contribuído para a superação de diversas crises da indústria britânica ao longo de seus mais de 60 anos de existência. trabalhando sempre na promoção do produto britânico, e especialmente no aprimoramento da qualidade deste para torná-lo competitivo no mercado mundial, o design council age em conjunto com a política industrial e comercial do país em todos os níveis. seus programas atuam desde junto às pequenas e médias empresas, com o objetivo de gerar experiências positivas de design de produtos com qualidade e inovação, até na promoção externa, como no programa millenium products, encomendado pelo então primeiro ministro tony blair, que selecionou cerca de mil produtos notáveis do design britânico que seriam objeto de publicações e exposições.
aliás, a preocupação em ter o design contribuindo para o crescimento da nação já era destaque no governo de sua predecessora, margaret thatcher, que resumiu no início dos anos noventa a urgência de uma reação britânica ao processo de globalização ao cunhar a frase "design or decline". e o atual primeiro ministro gordon brown encomendou, quando ainda ocupava o cargo de ministro das finanças (chancellor of the exchequer), um relatório coordenado por sir george cox (que presidia, à época, o design council), conhecido como "cox review of creativity in business", com o objetivo de assegurar que tanto o governo quanto as empresas e o sistema educacional fizessem o uso adequado dos talentos criativos do reino unido.
presidido atualmente por sir michael bichard, o design council desenvolve muitas ações de promoção e planejamento. lançado recentemente, "the good design plan", tem por objetivo tornar o reino unido o melhor usuário de design do mundo, com planejamento de três anos envolvendo cinco objetivos:
1. inovação nas empresas e nos serviços públicos;
2. engajamento público e comunitário;
3. desenvolvimento de habilidades em design;
4. políticas e promoção de design; e
5. eficiência organizacional e operacional.
outro programa interessante é o "designing out crime", workshop que procurou discutir soluções para combater o crime e a violência, sob a ótica do design e da inovação em produtos e serviços. a esse respeito, foi criado dentro do central saint martins college of art and design o centro de pesquisa "design against crime", que pesquisa e propõe soluções práticas para desestimular pequenas ações criminosas. e ainda o programa "designing demand", que dá suporte a empresas de pequeno, médio ou até de grande porte para experimentarem ferramentas de design, levando para dentro das empresas workshops e consultores para trabalharem em conjunto com gerentes e diretores na solução de problemas.
a cena britânica de design é bastante ampla, e londres conta com um excelente museu do design à beira do tâmisa, além de existirem organizações e eventos similares espalhados pelo reino unido. por exemplo, em 1996 glasgow, na escócia, lançou-se como "cidade do design", promovendo o festival internacional do design e entitulando-se a "escócia com estilo". e anualmente é promovido o london design festival, que acontece no mês de setembro, com diversos eventos espalhados pela cidade. governo e entidades de planejamento e promoção de design compartilham um discurso e uma prática coerentes e engajados, em prol do bom design como ferramenta estratégica de desenvolvimento cultural, industrial e comercial. a constante exposição da população ao bom design, seja nas escolas, nos museus, nos prédios e serviços públicos, além de estimular o orgulho nacional pela sua indústria e serviços, promove e contribui para aprimorar a qualidade destes mesmos produtos e serviços, deixando-os além de prontos para competir no mercado internacional, menos vulneráveis à concorrência externa.
outro programa interessante é o "designing out crime", workshop que procurou discutir soluções para combater o crime e a violência, sob a ótica do design e da inovação em produtos e serviços. a esse respeito, foi criado dentro do central saint martins college of art and design o centro de pesquisa "design against crime", que pesquisa e propõe soluções práticas para desestimular pequenas ações criminosas. e ainda o programa "designing demand", que dá suporte a empresas de pequeno, médio ou até de grande porte para experimentarem ferramentas de design, levando para dentro das empresas workshops e consultores para trabalharem em conjunto com gerentes e diretores na solução de problemas.
a cena britânica de design é bastante ampla, e londres conta com um excelente museu do design à beira do tâmisa, além de existirem organizações e eventos similares espalhados pelo reino unido. por exemplo, em 1996 glasgow, na escócia, lançou-se como "cidade do design", promovendo o festival internacional do design e entitulando-se a "escócia com estilo". e anualmente é promovido o london design festival, que acontece no mês de setembro, com diversos eventos espalhados pela cidade. governo e entidades de planejamento e promoção de design compartilham um discurso e uma prática coerentes e engajados, em prol do bom design como ferramenta estratégica de desenvolvimento cultural, industrial e comercial. a constante exposição da população ao bom design, seja nas escolas, nos museus, nos prédios e serviços públicos, além de estimular o orgulho nacional pela sua indústria e serviços, promove e contribui para aprimorar a qualidade destes mesmos produtos e serviços, deixando-os além de prontos para competir no mercado internacional, menos vulneráveis à concorrência externa.
design council
34 bow street
london wc2e 7dl united kingdom
tel: +44(0)20 7420 5200
www.designcouncil.org.uk
info@designcouncil.org.uk
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instituições governamentais
novo tag: instituições governamentais
para ajudar a situar o cenário internacional de políticas públicas de design, passo a colocar, sob o tag "instituições governamentais", apresentações sobre organismos responsáveis pela gestão de políticas públicas de design em diversos países, com links para os websites onde se poderá obter informações mais detalhadas. o objetivo é gerar uma base de dados dinâmica, em constante atualização, acessível a todos os interessados no assunto.
é importante observar que os links muitas vezes apontam para assuntos específicos dentro dos websites recomendados, e por alterações internas destes websites poderão não funcionar adequadamente. se isso acontecer, por favor entre em contato que eu procurarei corrigi-los.
além disso, se você tiver alguma sugestão de instituição a ser incluida, por favor deixe abaixo o seu comentário que procurarei, na medida do possível, atender a todos.
e, para servir de índice para os posts relativos à essas instituições, aqui vai a lista (que será atualizada à medida que novos posts forem acrescentados) com as publicações existentes neste blog e aquelas que estão sendo preparadas para postagem futura. não há nenhuma periodicidade certa ou ordenação nas publicações - elas serão postadas na medida em que ficarem prontas:
uk design council (reino unido)
us national design policy initiative (estados unidos)
apci agence pour la promotion de la création industrielle (frança)
ddi sociedad estatal para el desarrollo del diseño (espanha)
pbd programa brasileiro de design (brasil)
kidp korean institute of design promotion (coréia)
bidpo beijing industrial design promotion organization (china)
norskdesign norwegian design council (noruega)
é importante observar que os links muitas vezes apontam para assuntos específicos dentro dos websites recomendados, e por alterações internas destes websites poderão não funcionar adequadamente. se isso acontecer, por favor entre em contato que eu procurarei corrigi-los.
além disso, se você tiver alguma sugestão de instituição a ser incluida, por favor deixe abaixo o seu comentário que procurarei, na medida do possível, atender a todos.
e, para servir de índice para os posts relativos à essas instituições, aqui vai a lista (que será atualizada à medida que novos posts forem acrescentados) com as publicações existentes neste blog e aquelas que estão sendo preparadas para postagem futura. não há nenhuma periodicidade certa ou ordenação nas publicações - elas serão postadas na medida em que ficarem prontas:
uk design council (reino unido)
us national design policy initiative (estados unidos)
apci agence pour la promotion de la création industrielle (frança)
ddi sociedad estatal para el desarrollo del diseño (espanha)
pbd programa brasileiro de design (brasil)
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bidpo beijing industrial design promotion organization (china)
norskdesign norwegian design council (noruega)
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
um redesign no futuro dos estados unidos

o documento redesigning america's future está disponível no website da u.s. national design policy initiative. no mesmo website existem outros documentos importantes para serem consultados: o relatório do encontro e as apresentações, que ajudam a ter uma idéia melhor do que aconteceu nos dois dias do encontro (11 e 12 de novembro de 2008), em washington. além de outras referências, as discusões se basearam inicialmente em ao menos dois antigos documentos também citados no website: o primeiro sobre o federal design improvement program, de 1972, e o outro um artigo escrito em 1973 por neil kleinman para a revista print, que se intitula design and the federal government.
o encontro foi organizado pela dra. elizabeth (dori) tunstall, professora associada de antropologia do design na universidade de illinois em chicago (autora de um blog bem interessante, dori's moblog - vale a pena dar uma olhada).
isso tudo é curioso, porque me lembro bem que o assunto "porque os estados unidos não possuem uma política nacional de design?" foi trazido à discussão durante o forum internacional de políticas públicas de design que eu organizei durante brazil design week em setembro do ano passado no rio de janeiro. e também porque no mesmo mês de novembro, enquanto eles promoviam o encontro que resultou no documento citado acima, nós reunimos diversas associações nacionais em torno da criação do forum brasil design (como passou a se chamar o forum brasileiro de design - ver post anterior, de novembro de 2008), uma organização que certamente irá ajudar a promover o desenvolvimento de políticas nacionais e regionais de design no brasil. parece que estamos caminhando em sincronicidade com muitas outras iniciativas que acontecem ao redor do globo hoje. e é ótimo saber disso.
espero que apreciem todos os links para documentos importantes disponibilizados acima!
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mudanças no cenário das patentes de design na china

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
vestindo a camisa
(discurso proferido na cerimônia de
homenagem pelos 25 anos de serviço completados na universidade do estado do rio
de janeiro, representando todos os homenageados. sendo assim, significa um pequeno desvio na proposta deste blog, mas o texto inevitavelmente acaba se inscrevendo nesta categoria ao descrever as atividades de ensino e de gestão de design.)
boa noite a todos.
saúdo a todos os presentes, na figura do meu
amigo, o magnífico reitor professor ricardo vieiralves.
ao
pensar sobre o que falar hoje, diante dessa homenagem que não é minha, mas
dirigida a todos que completam comigo vinte e cinco anos de atividades na uerj,
me deparei com uma questão: como falar da história desta universidade, se eu
vivi apenas uma parte dela, de certa forma no isolamento parcial por estar fora
do campus principal?
então
me lembrei do que eu mesmo venho repetindo ao longo dos últimos anos, quando
fui questionado diversas vezes sobre o fato de reportagens da imprensa ao
mencionarem a esdi às vezes não citarem que ela faz parte da uerj: ora, e
quando mencionam a esdi não estão mencionando a uerj? acho essa uma boa maneira
de invertermos o processo de afastamento que sofremos (ou que buscamos) algumas
vezes.
decidi,
portanto, falar um pouco da minha trajetória dentro desta universidade, e assim
espero refletir as experiências dos muitos amigos que hoje conto nas faculdades
de biologia, medicina social, geologia, química, matemática, psicologia,
engenharia, artes, direito, educação, comunicação, física, odontologia,
nutrição, enfim, em quase todas as unidades – de ensino ou administrativas –
aonde eu posso dizer que hoje coleciono amigos.
pois
os amigos que me permitam, então, começar a falar dessa história, e sintam-se
homenageados nas minhas palavras e reconheçam-se nas minhas experiências.
começando a escrever, eu resolvi dar um nome
à esta fala, com base no que ela significa para mim: "vestindo a camisa" (e também fazê-lo literalmente, com uma
estampa de camiseta que remete à história da esdi, pois foi criada para o
cartaz dos 15 anos da escola, em 1977). vamos então à história por trás desta
camisa suada:
aos
quinze anos de idade, recortei do jornal o globo uma reportagem aonde carmen
portinho falava sobre a esdi, que estava então sendo incorporada à universidade
do estado do rio de janeiro. mas ainda não sabia que, quatro anos e dois
vestibulares depois eu passaria a fazer parte dessa instituição. ou melhor,
começaria uma nova e longa vida dentro dela. em novembro de 1978, há trinta
anos, estive aqui como candidato a aluno, fazendo a inscrição para o primeiro
vestibular da esdi realizado pela uerj.
desde
o primeiro ano da esdi eu tinha essa mania de dizer sim a tudo, de me oferecer
para tudo, de participar de todas as atividades, de me envolver com o que
estava fazendo. talvez pela formação recebida dos meus pais, que me fizeram
trabalhar durante as férias desde os doze ou treze anos de idade para
compreender as relações entre trabalho, lazer, e escolhas profissionais. meus
pais, embora felizes nas suas atividades, tiveram que sublimar suas aspirações
profissionais da juventude durante o período difícil da segunda guerra, e por
isso sempre nos estimularam a buscar a realização em atividades para as
quais nos sentíssemos verdadeiramente vocacionados e com as quais pudéssemos
nos envolver a vida toda, e com prazer.
já
no final do primeiro ano de faculdade eu estava promovendo um exposição, na
esdi, que integrava nossos trabalhos aos do curso de desenho industrial da ufrj
sob um mesmo tema, que hoje chamaríamos de design sustentável. e depois ainda levamos essa exposição para o
parque laje, juntando trabalhos de alunos da puc. eu devia saber que ali estava
começando alguma coisa que iria me acompanhar todos esses anos: um certo
inconformismo com a acomodação, uma vontade de integrar atividades, idéias,
escolas, pensamentos, em prol do crescimento daquela atividade que eu estava
abraçando, seguindo o conselho dos meus pais, para a vida toda. e também
constatar que ali, ao promover essas atividades, eu conseguia vencer minha
timidez pós-adolescente e me comunicar livremente, me integrar. bem, mas eu não
vou descrever meus quatro anos de esdi, meus encantos e desencantos, os
trabalhos, as festas, o centro acadêmico, o final da ditadura, os ideais, as
paixões.
uma
das atividades que eu desenvolvia na esdi era a fotografia, bastante valorizada
na escola, e na qual eu vinha trabalhando profissionalmente desde muito cedo.
pois foi através desse interesse que surgiu o convite, inicialmente
intermediado por ex-colegas, para que eu assumisse uma posição no laboratório
fotográfico da escola. eu tinha acabado de colar grau na esdi, no início de
1983, quando carmen portinho, diretora da escola, me fez a oferta, e dois meses
depois o reitor joão salim miguel assinava a minha contratação.
passado
o susto inicial – pois não via em mim a menor vocação para o ensino, e percebia
que aquele poderia ser um caminho sem volta – resolvi aceitar o desafio.
afinal, gostava de desafios. o salário podia ser considerado simbólico, mesmo
para um recém-formado, e não permitia a dedicação integral. logo consegui
alugar uma sala nas proximidades que me permitiu, nos anos seguintes, conciliar
os projetos de design com a atividade na escola.
ainda
no final dos anos oitenta (1988), logo depois de participar da montagem da
exposição dos 25 anos da esdi, fui enviado como representante da escola a um
forum sobre o ensino do design nos anos noventa, e acabei me tornando
signatário da hoje histórica "carta de canasvieiras" que propôs os
rumos do design brasileiro na década seguinte. o pedrão (pedro luiz pereira de
souza), diretor da esdi logo após a saída de carmen portinho, deve ter
percebido em mim alguma qualidade que eu mesmo não suspeitava. havíamos
trabalhado juntos em projetos que iam muito além das minhas funções na escola,
e ele devia saber que eu me desincumbiria adequadamente, representando bem a
primeira escola de design fundada na américa do sul entre as outras tantas
escolas presentes. entre outras coisas, havíamos trabalhado numa parceria com a
itália que trouxe ao brasil grandes professores do politécnico de milão –
designers, arquitetos, historiadores – dos quais fui até mesmo tradutor sem
jamais ter "parlado niente"
de italiano antes. acho que só pelo desafio...
mas
nem tudo eram flores na escola neste tempo. no início dos anos oitenta, uma
respeitável instituição, numa atitude que não condizia com a sua tradição,
conseguiu junto à união a cessão do terreno ocupado pela esdi desde a sua
fundação, alegando que neste havia apenas "quatro ou cinco cômodos de uma
repartição pública sem importância". o desrespeito à uma instituição
pública com a notoriedade da esdi obteve resposta na luta que se seguiu por
duas décadas, e cujo desfecho ainda não aconteceu.
no
início dos anos noventa, quando trabalhava junto com outros professores na
formulação de uma proposta de atualização curricular, fui convidado a preencher
uma vaga de professor substituto na esdi. a dependência financeira da atividade
profissional no escritório, bem como a inexistência de uma pós-graduação
específica na área de design me afastaram de aprofundar meus estudos. e assim,
dois anos depois, minha carreira docente começou formalmente com um concurso
para professor auxiliar. e não é que eu descobri que gostava – e muito – de
aprender continuamente junto com os alunos?
pressionado
por aquele vírus empreendedor que já me levara ao envolvimento em tantas
atividades na esdi, aceitei o convite e o desafio do freddy van camp para
trabalhar com ele na criação do centroesdi, centro de informação em design,
aonde também comecei a me envolver mais diretamente com políticas públicas de
design. essa parceria com o freddy (e com os outros envolvidos no centroesdi)
me levou a participar por exemplo do concurso para o design das moedas do real,
promovido para o banco central, e ainda na aventura de promover o design
brasileiro num congresso internacional em toronto (sem qualquer apoio e pagando
todas as despesas do nosso próprio bolso...).
e
isso acabou resultando na nossa candidatura à direção da esdi, em 1999. a
escola atravessava um momento difícil, cheia de indefinições, duvidando do
próprio futuro, e o freddy, que já tinha sido diretor anteriormente, resolveu
se lançar novamente, e me convenceu a embarcar nesse novo desafio. e como eu
sempre gostei de desafios...
a
história da escola trazia fama e reconhecimento para o seu passado. como lidar
com o presente e os problemas que devíamos enfrentar? e quanto ao futuro da
esdi?
hoje
eu poderia dizer que "traçamos uma
estratégia de enfrentamento do presente e do futuro, num verdadeiro choque
heterodoxo, distante das fórmulas tradicionais", e isso soaria muito
bonito, mas na verdade, o que fizemos mesmo foi "tocar de ouvido" –
emprestando da música uma expressão que cabe bem para descrever como
enfrentamos nossos problemas usando as poucas ferramentas e recursos de que
podemos dispor na maioria das vezes. resolvemos acreditar no potencial da
escola, ignorar as grandes críticas, passar por cima de algumas urgências
importantes, e apostar alto na inserção da esdi no processo de
globalização.
quanto
ao futuro, foi iniciado um projeto – a nova esdi – que mostraria o quanto
acreditávamos no potencial da escola: quatro novos prédios com instalações para
laboratórios, biblioteca, pós-graduação, incubadora de empresas, auditório e
espaços de exposição – tudo o que a esdi poderia sonhar para poder crescer
adequadamente. o projeto, concluído em 2003, foi votado no consuni como
prioritário para a universidade, na medida em que projetava a uerj bem no
centro da cidade, através de uma unidade de excelência, mostrando à sociedade
carioca a qualidade da produção desta universidade. e depois, este projeto foi
engavetado pela universidade por quatro anos...
quanto
à inserção da escola num universo acadêmico globalizado, a esdi foi pioneira no
estabelecimento de relações internacionais na graduação, e hoje troca
estudantes, professores e experiências através de intercâmbios com doze escolas
nos estados unidos, alemanha, frança, bélgica, holanda, portugal, finlândia e
coréia. e estamos nos preparando para alçar vôos maiores, com o projeto de um
doutorado em co-titulação com o reino unido e alemanha.
mas
essa inserção na globalização, não apenas inevitável, mas também necessária e
desejável na área do design, nos levou a estreitar laços com grandes empresas,
e desenvolvemos projetos em parcerias com a microsoft, yahoo, electrolux, e com
a motorola, que chegou a construir e equipar um laboratório na escola. nestes
projetos sempre nos destacamos pela qualidade do trabalho desenvolvido pelos
nossos alunos, diante dos outros participantes internacionais.
enquanto
trabalhávamos em tecnologias para o futuro, a escola também procurava estimular
o pensamento sustentável. e foi assim que apoiou o projeto de pesquisa de um
ex-aluno, cláudio ferreira, sobre materiais naturais sustentáveis, projeto este
que acabou trazendo para a esdi, em 2005, o mais importante prêmio de design
que existe no mundo, em sua categoria máxima, o prêmio if gold pelo
desenvolvimento do compensado de pupunha. outros materiais vieram depois deste,
e diversos outros prêmios também.
a
curiosidade sobre a produção da esdi despertou a curadoria do salone satellite,
em milão, que convidou a escola a participar da exposição que é a grande
lançadora de talentos mundiais em 2006, e lá nos apresentamos exatamente
mostrando essas pesquisas sobre novos materiais, invertendo o olhar que o mundo
têm sobre o brasil, como produtor de matéria prima de alta qualidade extraída
das nossas grandes reservas e vendida a preço vil no mercado internacional.
mostramos um outro brasil, que usa a criatividade de forma consciente do seu
papel na preservação e na exploração sustentável dos recursos naturais.
o
grupo de estudantes envolvidos no projeto de materiais naturais sustentáveis
hoje se encontra abrigado na nossa incubadora de design, a design.inc, e
continua ganhando prêmios e alcançando notoriedade, além de desenvolver
projetos em parceria com a escola, como um grande laboratório que tem sido
negociado com o bndes por dois anos, com apoio ainda da embraer e da faperj, e
que, se tudo der certo, estará de pé em 2009.
mas
a sustentabilidade foi também tema de um belíssimo projeto desenvolvido por
estudantes da escola, com apoio da fundação odebrecht, junto a comunidades
quilombola no sul da bahia. o projeto, que procurou instrumentar essas
comunidades para melhor aproveitar a piaçava em todo o seu ciclo, foi
desenvolvido em conjunto com uma das escolas alemãs parceiras da esdi, e teve
resultados e proporcionou experiências para professores e estudantes que foram
emocionantes.
alta
tecnologia caminhando ao lado de projetos com alta consciência ecológica e
preocupação com a sustentabilidade são hoje a marca da esdi. e isso foi
reconhecido no ano passado, quando a escola, depois de obter a maior média
nacional no enade na área de design, e de ter sido apontada pelo guia do
estudante como a melhor do país, foi ainda classificada pela revista americana
business week como uma das quarenta melhores escolas de design do mundo.
essa
é a escola na qual passei, com muito orgulho, estes vinte e cinco anos de uerj
que celebro hoje. ou vinte e nove, incluindo meus anos de estudante...
mas
como sempre, esse sucesso da escola se fez com o envolvimento e a dedicação de muitas
pessoas. e eu não poderia deixar de mencionar quatro personalidades marcantes
que conheci nestes anos todos, e que muito influenciaram os meus passos. e
nestas quatro pessoas eu homenageio os outros tantos que igualmente
contribuíram para essa longa caminhada.
o
primeiro, roberto verschleisser –
foi aluno da primeira turma da esdi e meu professor logo no primeiro ano da
escola. dele aprendi e herdei o entusiasmo pela atividade do design e a
emotividade paternal de apreciar, frequentemente até as lágrimas, o sucesso de
alunos e ex-alunos. sem dúvida a escola vai perder um pedaço da sua história
com a sua aposentadoria neste final ano.
carmen portinho – pioneira,
conduziu com firmeza a esdi por vinte anos, mantendo-a incólume durante os anos
de chumbo, com muito jogo de cintura... e, por algum motivo, resolveu que eu
podia ser professor!
pedro luiz pereira de souza –
professor, amigo, designer e filósofo, biógrafo da esdi e historiador do design
brasileiro. companheiro de projetos e a quem eu credito ter me empurrado da
beira do abismo para que eu pudesse, um dia, alçar vôos mais elevados.
(continuo tentando, pedrão!)
por
último, freddy van camp –
também professor e amigo, companheiro de inúmeras lutas, com um conhecimento
enciclopédico de design, e contatos no mundo todo. devo tantos ensinamentos a
ele que é difícil resumir em poucas palavras.
a
família é sempre a primeira e maior sacrificada quando nos dedicamos desta
maneira – vestindo a camisa – à instituição. e estes vinte
e cinco anos viram nascer meu melhor projeto como designer e como pessoa, meu
filho raul, e viram ir embora meu maior exemplo de integridade e de luta, meu
pai raul. por eles, com muito orgulho, é que procurei dar o melhor de mim para
esta instituição. por respeito ao que recebi e por respeito ao que deixarei.
e
assim, amigos, resumo este trajeto, que certamente tem muito em comum com o
trajeto de tantos dos meus colegas e amigos que hoje recebem, comigo, esta
homenagem.
e
a vocês todos eu dedico estas palavras.
gabriel patrocínio
04.12.2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
criação do fórum brasileiro de design


hoje, dia 28 de novembro de 2008, foi criado, no centro design rio, o fórum brasileiro de design, entidade que se propõe a congregar as associações profissionais e acadêmicas e os centros de promoção de design brasileiros, estabelecendo, pela primeira vez, uma consonância de propósitos e atuações de toda a comunidade de design brasileira.
o fórum brasileiro de design nasce da conclamação das associações reunidas durante a brazil design week, no sentido de se promover o alinhamento da atuação e de reivindicações, criando massa crítica e representatividade para se dialogar com o governo no planejamento e execução de políticas públicas de design e na realização coordenada de ações de promoção do design brasileiro. neste sentido, o fórum será um organismo supra-institucional, de representatividade conjunta de todas as associações e centros de promoção quando isto se fizer necessário. o fórum não pretende ser, em nenhuma hipótese, mais uma entidade para se somar às outras existentes, mas sim um espaço no qual todas as entidades se identifiquem e lutem em conjunto pelos ideais comuns da comunidade de designers brasileiros.
uma de suas primeiras atividades será a de apoiar o trabalho que já vem sendo feito pela comissão constituida anteriomente, dentro desse mesmo espírito, para cuidar da tramitação do projeto de regulamentação profissional. este projeto, com o apoio do fórum, ganha muito mais peso e representatividade.
estiveram presentes à reunião: daniel kraichete, do centro design rio; ernesto harsi, da adp - associação dos designers de produto; bruno lemgruber, da adg brasil - associação dos designers gráficos do brasil; gustavo gelli, da abedesign - associação brasileira de empresas de design; wagner alves, da adegraf - associação dos designers gráficos do distrito federal; luis werlan, da apdesign - associação dos profissionais de design do rio grande do sul; francisco martins, da firjan - federação das indústrias do rio de janeiro; luiz barros, do programa rio é design da secretaria de desenvolvimento econômico do estado do rio de janeiro; freddy van camp e gabriel patrocínio, ambos da esdi - escola superior de desenho industrial da uerj e do conselho consultivo de design da secretaria de desenvolvimento econômico do estado do rio de janeiro. além destas entidades, a scdesign - associação catarinense de design, não pode se fazer presente mas protocolou seu apoio à criação do fórum.
como próximos passos, está sendo redigido um manifesto, que será disponibilizado em breve, abrindo espaço para que outras associações e centros de promoção de design possam fazer parte da constituição inicial do fórum brasileiro de design. sua estruturação e funcionamento, bem como seu plano de metas, estão previstos para ser divulgados no início de 2009.
embora seja certo que ainda existe um caminho a trilhar, em busca de juntar ao grupo inicial se possível todas as associações brasileiras, acreditamos que para se buscar algum consenso é necessário antes de mais nada que nos unamos inicialmente por uma questão de bom senso!
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